Janeiro 7, 2010

Férias por ano: nas Filipinas não se descansa, na Finlândia há férias a sério

Quais os países onde se gozam mais dias de férias por ano? Quais os países onde as licenças de férias praticamente não existem? Há uma entrada na Wikipedia que compara a situação mundial dos dias de licença de férias por ano.

E o resumo da situação é: nas Filipinas (5 dias por ano), Hong Kong e Taiwan (7 dias por ano) é melhor ter um contrato de trabalho estrangeiro; mas os Finlandeses (mínimo 35 dias por ano), Franceses, Dinamarqueses e Austríacos (5 semanas) não se podem queixar. Portugal aparece na parte superior da tabela com os 22 dias úteis, tal como o Brasil, com 30 dias por ano. Moçambique, Cabo Verde, São Tomé, Guiné-Bissau e Timor Leste não aparecem contemplados, se algum leitor puder enviar essa informação agradeço : )

Um vídeo do metro de Hong Kong em hora de ponta:

Janeiro 7, 2010

Receber ofertas de emprego no Hi5, Facebook e Twitter, uma proposta do Ofertas-emprego.com

logotipo do Ofertas-emprego.comO Ofertas-emprego.com é um portal que agrega ofertas de emprego em Portugal actualizadas diariamente, segmentadas por localidade, indústria e tipo de contrato (part/full time); o portal também divulga notícias sobre cursos de formação, links para sites com mais informações do sector e dicas e conselhos úteis para os que estão à procura de emprego. E tudo de uma forma muito cómoda para o utilizador: a forte presença que o Ofertas-emprego tem nas principais redes sociais em Portugal fazem com que possamos receber as ofertas através das contas criadas no Facebook (onde o portal conta com mais de 2.100 seguidores) , Twitter ( onde conta com mais de 1.800 seguidores) ou Hi5 (cerca de 900 seguidores).

Alexandre Miguel, um dos 3 membros da equipa responsável pelo projecto, respondeu a algumas perguntas colocadas por email:

Como nasceu o Ofertas-emprego? Que principais dificuldades tiveram de enfrentar? Tiveram acesso a algum tipo de apoios?

O Ofertas-Emprego.com nasceu em Setembro de 2008 com o objectivo claro de diferenciar-se de todos os outros sites de emprego. Conseguimos efectivamente criar o nosso espaço perante os utilizadores desempregados e somos hoje um dos melhores sites para procurar emprego em Portugal.

Qual a equipa necessária para criar, manter e desenvolver um projecto como este? Quem compõe a equipa de trabalho, actualmente?

A equipa do Ofertas-Emprego.com é composta por 3 pessoas que trabalham diariamente para satisfazer as necessidades das empresas de recrutamento e os desempregados que procuram emprego no nosso portal.

Que funcionalidades diferenciam o Ofertas-emprego dos restantes portais portugueses de bolsas de emprego online?

O Ofertas-Emprego.com é um site grátis, que não requer qualquer tipo de registo ou burocracia, sendo fácil de navegar e acessível a qualquer pessoa seja qual for as suas qualificações. Estamos também presentes activamente nas redes sociais onde fomos dos primeiros em Portugal. Queremos chegar a todos os portugueses e para isso estaremos onde for preciso para os ajudar a encontrar o emprego desejado.

Analisando as publicações e portais disponíveis online em Portugal com informação e recursos de emprego, que recursos acha que são mais urgentes criar? Que tipo de entidade deveria responsabilizar-se pela sua criação?

Na generalidade os sites de emprego em Portugal fornecem imensa informação e oportunidades de emprego, existem centenas de sites relacionados com emprego e os utilizadores têm imensa escolha e podem filtrar o que mais lhes convém. Pensamos que ao nível da internet o mercado de emprego está bem encaminhado o que não acontece com as políticas sociais do estado português.Fim da entrevista

Janeiro 7, 2010

Aprender Japonês, Mandarim, Inglês e mais línguas com o Skype e grátis

A ideia é perfeita pela sua simplicidade: se no Skype chegam a estar simultaneamente mais de 20 milhões de utilizadores de todo o mundo a conversar online, porque não aproveitar a disponibilidade de alguns para fazer um intercâmbio de idiomas?

Foi o que pensou a Dickinson College (Pensilvânia, Estados Unidos) quando decidiu criar uma comunidade online onde todas as pessoas interessadas em intercambiar idiomas o pudessem fazer com nativos, utilizando o Skype – e o resultado é o Mixxer, uma comunidade de utilizadores de Skype que se oferecem para intercâmbio de idiomas, via chamada, chat ou vídeo.

Para o utilizar tem de se registar gratuitamente e no processo de registo indicar a sua língua nativa (para intercâmbio) e as que deseja aprender. Depois pode navegar pelos utilizadores registados (todos se ofereceram para o intercâmbio) e encontrar o(s) parceiro(s) ideal para o intercâmbio e a prática de idiomas.

Únicos requisitos: ter uma conta Skype (se não tiver, pode criar uma gratuitamente, instalando o software no seu computador)  e estar disponível para ensinar Português a potenciais interessados.

O actual responsável pelo Mixxer – Todd Bryant – respondeu a algumas perguntas que lhe enviei por email:

Como e quando é que a Dickinson College decidiu avançar com este projecto? Foi difícil de implementar?

O projecto já tem 5 anos. Na altura, a versão que criámos era diferente da actual. Não diria que foi muito difícil de implementar. Nessa época o Skype era ainda bastante recente e não tínhamos muitos exemplos que nos mostrassem como fazer a interacção com a API do Skype. Por outro lado, o Mixxer é bastante simples. O seu único objectivo é fazer com que as pessoas que querem aprender línguas estrangeiras se conheçam umas às outras.

Quantas pessoas fazem parte da equipa e que papel desempenham?

Eu sou a única pessoa a trabalhar neste projecto, mas muitos professores da universidade o utilizam e dão ideias para novas funcionalidades. O departamento de Japonês é o que mais utiliza o Mixxer, e foi a Professora  Meguro que impulsou a criação de eventos que permitem utilizar a comunidade para o acompanhamento das aulas e também a criação dos blogs da comunidade de utilizadores.

A que tipo de utilizadores se dirige o Mixxer? Que tipo de funcionalidades podem encontrar nesta comunidade?

Todos os que desejam aprender e praticar uma língua estrangeira em conversação ou por escrito são bem-vindos ao Mixxer. Temos gente de todas as idades e de todos os países do mundo na comunidade. O primeiro passo é encontrar um parceiro de idiomas, alguém com quem se possa praticar conversação e escrita da língua que se quer aprender e em troca oferecer uma conversa oral ou escrita na nossa língua nativa.

Como avalia a participação dos utilizadores até agora? As pessoas comprometem-se com a comunidade?

Estou muito satisfeito com a nossa comunidade. Como nós programamos eventos com grupos de utilizadores da comunidade para interacção com os nossos grupos de estudantes durante as aulas de línguas, eu estou regularmente em contacto com a comunidade. Fico muito satisfeito ao ver o grande número de pessoas que se dedicam a sério a aprender uma língua estrangeira neste formato e como se comprometem a ajudar os outros a aprender a sua língua nativa. Como o site é muito claro relativamente à sua vocação pedagógica, tende a atrair uma comunidade de utilizadores mais orientada a esta vertente, o que não ocorre por exemplo com sites mais generalistas como os de networking social ou os de encontros.

Quantas línguas estão disponíveis para aprendizagem na comunidade?

Neste momento temos disponíveis 87 línguas.

Há alguma história particular que queira partilhar para ilustrar o êxito desta comunidade?

A minha experiência directa baseia-se principalmente nos estudantes da nossa universidade que usam o Mixxer durante as aulas. As aulas ganham muita energia quando os estudantes se apercebem que terão a oportunidade de praticar a língua que estão a aprender com pessoas que a falam de uma forma nativa; e também lhes dá muita confiança saber que depois lhes corresponderá a eles o papel de professor da sua língua nativa. Os alunos estão normalmente nervosos antes do primeiro intercâmbio, mas depois chegamos sempre ao ponto em que temos de os interromper para lhes dizer que a aula já acabou, o que é realmente uma boa motivação para continuar com o nosso trabalho. Nas avaliações que fazemos, mais de 95% dos alunos dizem estar muito satisfeitos com o programa e desejam continuar com o método no futuro. Mais de 1/3 afirmou que o Mixxer influenciou positivamente a sua decisão de ir estudar para o estrangeiro.

Dos casos individuais que tive conhecimento, o que mais me impressionou foi o de um professor de linguística que conseguiu alcançar o nível avançado na escala da ACTFL (American Council on the Teaching of Foreign Languages) na língua Checa recorrendo apenas aos livros de gramática e aos seus parceiros no Mixxer. É claro, ele é um professor de linguística e como costumam dizer os anúncios de produtos para emagrecer, This result may not be typical for all participants. Fim da entrevista

Um vídeo onde a Professora Akiko Meguro explica o funcionamento e as vantagens do método proposto pelo Mixxer (em Inglês):

Janeiro 6, 2010

Abrem vagas para trabalhar no Skype

A empresa tem neste momento abertas 44 vagas em diferentes áreas, entre as quais:  Marketing, Qualidade, Recursos Humanos, Atenção ao Cliente, Desenvolvimento de Negócio, Programação e Gestão de Projectos.

Veja a lista completa de vagas disponíveis para os escritórios de Tallinn, Tartu (ambos na Estónia), Luxemburgo, Londres, Praga, Estocolmo, San José, São Paulo, Hong Kong e Tokyo.

Um vídeo com imagens do escritório da empresa em Tallinn:

Janeiro 6, 2010

Está empregad@? Então deveria jogar este jogo. E se não está empregad@ também.

Everyday the same dream é um videojogo fascinante sobre as alienações do mundo do trabalho, disponível para ser jogado online. Foi criado por La Molleindustria, um projecto fundado por Paolo Pedercini que quer reivindicar os videojogos como uma forma popular de comunicação em massa.

O autor respondeu a duas perguntas que lhe enviei por email:

Depois de jogar Everyday the same dream, ficamos com a sensação que os nossos trabalhos quotidianos nos encerram numa interminável rotina de repetição e alienação. É assim que descreve o sistema de trabalho no ano 2010?

Não propriamente. O jogo é uma adaptação de uma banda desenhada que fiz há uns 10 anos atrás, Una giornata. Mas recebi muito feedback de pessoas que relacionam o jogo com isso, portanto suponho que a rotina sufocante do colarinho branco ainda existe. Mas penso que Everyday… não trata especificamente sobre as condições de trabalho, mas sim de uma forma geral sobre o sentimento de se estar separado e não se ser afectado do/pelo sistema de produção que absorve a maior parte do nosso tempo.

Em 2003 eu realmente fiz um jogo sobre  um hipotético sistema laboral em 2010, chama-se Tuboflex e acho que esse representa melhor a realidade da nova geração de trabalhadores europeus.

Também fiz outro jogo que faz uma aproximação ao mesmo tema de uma forma diferente ( Tamatipico).

Alguma vez se sentiu como o homem do jogo Everyday the same dream? E se já se sentiu assim, como consegui sair do jogo?

Eu licenciei-me numa escola técnica superior numa zona relativamente industrializada do norte da Itália, por isso corri o sério risco de me ver envolvido numa situação semelhante. Então dedici escapar para o mundo mais instável das indústrias criativas e da arte (mas ainda não sei o que estarei a fazer dentro de 2 anos). Fim da entrevista

Everyday the same dream pode ser jogado online, e vale mesmo a pena. Para os mais preguiçosos, um vídeo com a versão acelerada do jogo:

Janeiro 6, 2010

Flad abre candidaturas a bolsas para jornalistas nos EUA

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) anunciou ontem a abertura de candidaturas para a obtenção de bolsas de jornalismo ao abrigo do Programa José Rodrigues Miguéis/2010, que atribui bolsas de estudo de curta duração nos EUA a 10 jornalistas portugueses ou profissionais cidadãos da UE com residência em Portugal.

O prazo limite da apresentação das candidaturas é o dia 10 de Fevereiro de 2010. Para se candidatarem à bolsa de 2010, os jornalistas devem obedecer aos seguintes requisitos:
• Até 40 anos;
• Mínimo de 5 anos de carreira profissional;
• Bom domínio da língua portuguesa e inglesa;
• Detentores de carteira profissional;
• A ligação por contrato/vínculo a um órgão de comunicação social (imprensa, rádio, televisão ou jornalismo on-line) funcionará como critério de preferência;
• As habilitações ao nível do ensino superior funcionarão igualmente como critério de preferência.

Os interessados podem ver mais detalhes sobre o processo e apresentar a sua candidatura online no site na FLAD.

Janeiro 4, 2010

Trabalhar assim dá gosto – (bons) exemplos de desenho de escritórios no Flickr

Foram criados alguns grupos no Flickr (portal para publicação e partilha de fotografias online) dedicados ao (bom) design de locais de trabalho. Vale a pena passear por este catálogo de imagens de escritórios onde dá gosto trabalhar:

Grupo Workplace Design/Corporate Design

Grupo Inspiring Workplaces

E para terminar, um tour guiado pelos novos escritórios do Facebook, em Standford Research Park:

Dezembro 12, 2009

Estados Unidos: a geografia do trabalho

A TIP Strategies, INC fornece serviços de consultoria na área do desenvolvimento económico para os sectores público e privado nas áreas no planeamento estratégico, identificação de nichos de mercado e análises de impacto.

No ano passado, esta empresa desenvolveu e publicou o projecto de identificar a evolução geográfica do emprego nos Estados Unidos, desde Janeiro de 2004 (o projecto continua em vigor, a última actualização foi feita a Setembro de 2009). Vale a pena clicar e ver como a criação de emprego passou por uma fase de expansão seguida por uma forte redução e também ver a deslocalização e relocalização das oportunidades de emprego no território dos EUA. Seria muito interessante ver este projecto aplicado a outros países, nomeadamente os de expressão portuguesa.

O vídeo que acompanha o projecto:

Novembro 4, 2009

Teletrabalho: quando o escritório é a nossa sala

O teletrabalho – modelo productivo que permite o trabalho à distância – já esteve mais na moda. Depurada a euforia que prometia revolucionar completamente as relações laborais a meados dos anos 90, existe agora uma realidade mais concreta e discreta que vai ganhando terreno e que se viu impulsionada com a necessidade de reduzir custos de funcionamento em plena crise económica.

Encontrei poucas informações disponíveis em Português sobre este modelo de organização funcional na rede, sendo de destacar um artigo publicado no Expresso Emprego com uma compilação das vantagens e desvantagens do teletrabalho.

Em Portugal, a Associação Para o Desenvolvimento do Teletrabalho (APDT), fundada em 1997, tem por objectivo fomentar as possibilidades e oportunidades deste modelo no mercado nacional;no Brasil, a Associação Brasileira de Telesserviços disponibiliza no seu portal uma bolsa de emprego de teletrabalho.

Vale ainda a pena consultar, em Inglês o site da JALA , fundada por Jack Nilles, um dos primeiros pensadores do Teletrabalho e um site de pesquisa de emprego em regime de teletrabalho, Telecommute Jobs .

Uma reportagem da SIC sobre o tema:

Outubro 10, 2009

Usar os Podcasts para aprender Inglês e outras línguas com pouco dinheiro

Procurar um emprego decentemente remunerado sem saber Inglês é hoje uma tarefa quase impossível. E é também sensato esperar estar melhor posicionado no mercado de trabalho quando se pode falar mais do que 2 línguas. Problema 1: não há tempo para tudo. Problema 2: os cursos de línguas estrangeiras não são propriamente baratos. Problema 3: por algum motivo, os institutos de línguas ficam sempre no outro lado da cidade e a motivação para perder 2 horas em transportes depois de um dia de trabalho não é muita. Solução para tudo: aprender línguas usando os Podcasts.

Os Podcasts são arquivos de vídeo ou áudio que se podem descarregar pela Net  sempre que o utilizador assim o desejar. Os arquivos – por exemplo um capítulo  sobre como poder reservar um hotel em Inglês – podem ser abertos directamente no computador ou descarregados para serem abertos num reprodutor de mp3 . Isto quer dizer que se eu decidir aprender Japonês recorrendo a um Podcast, posso descarregar todas as lições para um iPod por exemplo e ir ouvindo a matéria no autocarro ou no metro. E posso decidir quando e que lição quero aprender de cada vez. Solucionados os problemas 1 e 3.

Mais boas notícias: há podcasts para aprender línguas estrangeiras de forma gratuita ou bastante baratos (entre 10 – 15 euros por mês) – e assim solucionamos o problema 2.

Exemplos de sites onde se pode aprender Inglês – MeuInglêsBusiness English PodESLpod.

Há também uma plataforma que oferece cursos em todas línguas mais usadas no mundo, o Grupo Pod101. Para ter acesso às aulas de uma língua especifica basta escrever o nome da língua em inglês seguido de “pod101.com”. Exemplos:

http://www.spanishpod101.com

http://www.japanesepod101.com

http://www.arabicpod101.com

Média de preço de subscrição nesta plataforma: entre 12 e 17 euros por mês (pode-se descarregar todas as aulas que se quiser).

São só alguns exemplos de sites que fornecem este tipo de serviços. Se pesquisar por  ”podcast aprender XXX ” no Google vai sempre aumentar as possibilidades de escolha.

Um vídeo que explica o que é um Podcast em Português Claro: